Pachira cf. moreirae Carv.-Sobr. & W.S.Alverson

Embiruçu, embiruçu-verde

Em construção

 

Árvore situada no “canyon” do rio Vermelho, afluente do rio Corrente. Mambaí (GO), 03-10-2009

Superfície do tronco de indivíduo situado no fundo do “canyon” do rio Vermelho. Mambaí (GO), 03-10-2009

Botões florais. Mambaí (GO), 26-11-2009

Fruto imaturo. Mambaí (GO), 23-03-2010

LITERATURA
CARVALHO-SOBRINHO. J.F. et al. 2014. A new deciduous species of Pachira (Malvaceae: Bombacoideae) from a seasonally dry tropical forest in Northeastern Brazil. Systematic Botany, v.39, n.1, p.260–267.
 Pachira in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB135868>. Acesso em: 22 Fev. 2019.
Árvore interme, caducifólia, heliófila, monóica, até 20 m de altura e 100 cm de DAP.  Casca externa espessa,  de superfície  clorofilada nos indivíduos jovens e cinzenta, e sulcada nos indivíduos adultos; casca interna  alva, fibrosa, com alto teor umidade. Madeira leve, marrom-clara tendendo a bege. Folhas digitadas, glabras, com um ou dois nectários na base da raque e com 5-7 folíolos ovados ou elípticos, de margem serreada, com 4-12 x 2,5-5 cm. Inflorescências terminais, pilosas, parvifloras, em ramos espessos. Flores diclamídeas, pentâmeras,  hermafroditas,  com 6-9 cm de comprimento; cálice trilobado, glabro; pétalas róseo-avermelhadas na metade superior e amarelada com guias de néctar purpúreos na inferior; estames alvos, unidos, formando um tubo. Frutos elipsoides a obovoides, secos, deiscentes, polispermos, com 12-16 x 9-12 cm. Sementes subglobosas, envolvas em paina branca, com 4-5 mm de comprimento.
Ocorre na Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru e Brasil, nas unidades federativas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e nos estados do Pará, Tocantins e Bahia.É citada para a maior parte do bioma Cerrado, como um componente de florestas subcaducifólias associadas a solos de média a alta fertilidade. É muito encontrada em  cidades e fazendas, plantada com fins ornamentais.
Pede a folhagem entre abril e maio, época em que também floresce. A dispersão das sementes ocorre entre julho e agosto. As flores começam se abrir de manhã e durante o dia são frequentadas por abelhas, borboletas e beija-flores, havendo quem já tenha observado que, à noite, são visitadas por morcegos nectarívoros. As sementes são dispersas pelo vento, envoltas na paina. Ocorre predação de sementes por psitacídeos nos frutos em maturação.
A madeira é usada para confeccionar canoas, comedouros para gado, gamelas, brinquedos, esculturas e caixotes. A plaina é usada para preencher travesseiros e almofadas. As flores são fonte de néctar e pólen para beija-flores e insetos e, aparentemente, de néctar para morcegos. As sementes em formação entram na dieta de psitacídeos. A espécie é indicada arborização de fazendas e de parques e jardins espaçosos, bem como para recomposição de áreas desmatadas e produção de bonsai.
As sementes perdem rapidamente a viabilidade, devendo ser postas para germinar logo após a abertura dos frutos. Recomenda-se  realizar a semeadura em canteiros ou em recipientes parcialmente sombreados, contendo terra argilo-arenosa misturada com esterco bovino na proporção de 2:1.  As mudas devem ser plantadas em áreas ensolaradas ou parcialmente sombreadas que tenham solos reconhecidamente férteis ou tenham recebido adições de calcário, matéria orgânica e NPK, após análise físico-química.
C. speciosa tem distribuição relativamente ampla no Cerrado e parece estar presente em unidades de preservação de proteção integral nesse bioma, bem com em áreas de preservação permanentes. Contudo, atualmente, tem sido mais encontrada em áreas particulares com alta aptidão para atividades agropastoris e em sedes de fazendas, com provas ou evidências de que foram plantadas pelo homem.É uma espécie pela qual os moradores do campo e da cidade demonstram grande admiração.

Árvore inerme, monóica, heliófila, caducifólia, até 25m de altura. Tronco longo, retilíneo, levemente cônico, dilatado próximo à base, até 60cm de DAP. Casca moderadamente espessa; ritidoma tênue, íntegro, de cor verde nas partes expostas à luz solar e cinzenta nas partes sombreadas; casca viva brancacenta, fibrosa. Madeira descrita por moradores locais como leve e de cor brancacenta com áreas pardacentas. Copa alongada, em geral estreita e com poucos galhos. Râmulos roliços, verdes, lenticelados, amarelado-escamosos, com indumento ferrugíneo-pubérulo na inserção dos pecíolos. Folhas digitadas, alternas, glabras, com 4-10 folíolos; estípulas caducas; pecíolo levemente sulcado, ferrugíneo-pubérulo na base, com 12-16cm de compr. folíolos sésseis a subsésseis, articulados na base; lâmina levemente discolor, coriácea, obovada a elípitca, com 10-18 x 5-8cm, base cuneada a decorrente, ápice agudo, margem inteira, nervação broquidódroma, nervura principal amarelada, nervuras secundárias salientes na face inferior.  Flores solitárias, axilares, curto pediceladas, com 12-17cm de compr.; bractéolas decíduas; botões florais obovados, pubérulos; receptáculo curto, pubérulo; cálice tubuloso, pubérulo, com bordo truncado ou curtamente lobado; pétalas internamente alvas, estreitas, planas, torcidas na antese, vilosas a glabrescentes; estames mais de 100, parcialmente concrescidos, alvos ou bicolores nas extremidades; anteras lineares; ovário súpero, pentalocular, piloso. Fruto obovóide a elipsóide, sublenhoso, ferrugíneo-pubérulo, pentavalvado, plurispermo, deiscente, medindo 8-14 x 6-8cm, com paina alva e sedosa quando maduro. Sementes exalbuminadas, subglobosas, estriadas, com tegumento membranáceo, envoltas na paina.

É citada para Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará (DUARTE 2012), mas foi registrada também nos estados do Espírito Santo, Bahia, Tocantins e Goiás. Parece ser exclusiva de florestas estacionais situadas em terrenos de média a alta fertilidade relacionados a afloramentos de calcário. É rara na Região Geoeconômica de Brasília, tendo, até o presente momento, sido registrada apenas ao longo da floresta-galeria do rio Vermelho, no município de Mambaí, nordeste Goiás.

Apresenta-se desfolhada na estação seca. Foi coletada com botões florais em novembro, documentada com frutos imaturos em março e observada com sementes em agosto e setembro.

As flores de P. stenopetala são referidas na literatura como grandes, robustas, predominantemente alvas, nectaríferas, perfumadas e dotadas de estames numerosos e longos. Esses atributos sugerem que tratam-se de flores que abrem-se à noite e que são frequentadas por morcegos e mariposas, como citado por Orwa et al. (2009) em um texto sobre P. quinata (=Bombacopsis quinata) e constatado por Ferreira et al. (2007) durante uma investigação sobre a biologia da polinização de P. aquatica. As sementes são dispersas pelo vento, envoltas na paina, a longas distâncias. Ocorre predação de sementes por psitacídeos que se alimentam dos frutos entremaduros.

1) Madeira: confecção de forros, molduras, tamancos e provavelmente fabricação de polpa para papel. 2) Entrecasca: remédio caseiro, citado como capaz de debelar problemas estomacais; amarrilho em obras rústicas no meio rural. 3) Flores: fonte de recursos alimentares para a fauna voadora. 4) Frutos: alimento para psitacídeos. 5) Paina: confecção de travesseiros e almofadas. 6) Espécie: arborização urbana e rural; recomposição de áreas desmatadas.

Utilizar sementes de frutos recém-abertos. Colocá-las para germinar em canteiros ou em recipientes de 25 x 15cm, contendo terra argilo-arenosa misturada com esterco curtido na proporção de 2:1. Manter os recipientes parcialmente sombreados e o substrato úmido. Realizar a repicagem quando as mudas atingirem 5cm de altura. Plantar as mudas em áreas parcialmente sombreadas que possuam solo fértil ou que tenham recebido adições de calcário, matéria orgânica e NPK, após análise físico-química.

P. stenopetala foi encontrada em uma única localidade da Região Geoeconômica de Brasília e a sua população, apesar de estar em uma área de preservação permanente (floresta-galeria) de difícil acesso, está sujeita a pressões impostas por cortes esporádicos de árvores e por práticas não adequadamente orientadas de ecoturismo.

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