Porcelia macrocarpa (Warm.) R.E.Fr.

Banana-de-macaco

Em construção

Árvore inerme, monóica, caducifólia, até 12 m de altura e 30cm de DAP. Casca externa cinzento, íntegra ou superficialmente dividida; casca interna brancacenta, fibrosa. Madeira brancacenta, leve. Folhas simples, alternas, glabras, com 7-10 x 2,5-3,5 cm. Flores amareladas, diclamídeas, actinomorfas, com ± 2,5 x 3 cm. Fruto com 2-6 monocarpos alongados, suculentos, polispermos, com até 7 cm de compr. Sementes oblongas a elípticas, com 10-15 mm, em duas fileiras e imersas em polpa adocicada.

Ocorre nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás e Bahia. Tem distribuição irregular no Cerrado, sendo frequente em alguns pontos do Triângulo Mineiro e do centro-sul de Goiás, e pouco frequente ou ausente nas demais áreas. Ocorre em florestas perenifólias e subcaducifólias.

Perde as folhas na estação seca, floresce no final dessa estação e apresenta frutos maduros no meado da estação chuvosa. As flores são polinizadas por besouros. As características dos frutos sugerem que as sementes são dispersas animais arborícolas e terrestres.

Fornece madeira apropriada para confecção de caixotes, molduras e forros. Os frutos servem de alimento para o homem e para macacos, aves e animais terrestres.  Alguns estudiosos encontraram compostos com propriedades fungicidas, bactericidas, virucidas, antimaláricas e anticancerígenas na casca,  ramos, folhas, raízes e sementes dessa árvore. A espécie pode ser indicada para formação de pomares de fruteiras nativas, arborização urbana e recomposição de áreas desmatadas.

É multiplicada por sementes, que aparentemente demoram para germinar e apresentam baixas taxas de germinação. É provável que esses empecilhos possam ser superados mediante imersão das sementes em solução de  água com ácido giberélico, conforme o procedimento adotado por Mello (1993) para sementes de Annona crassiflora.

Ocorre em poucas áreas do Cerrado, onde vem subsistindo em fragmentos florestais alterados e sujeitos a derrubadas de árvores, incêndios e invasões de gado. No entanto, ainda não está na Lista da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção (MMA, 2014).

Frutos (carpídios) imaturos

Frutos (carpídios) maduros

Superfície do ritidoma

LITERATURA
CHAVES, M.H. & ROQUE, N.F. 1997. Amides and lignanamides from Porcelia macrocarpa. Phytochemistry v. 46, n. 5, p. 879-881.
CHAVES, M.H. et al. 2000. Separação e identificação de constituintes químicos polares dos galhos de Porcelia macrocarpa. Química Nova, v.23, n.3, p.307-309.
CHAVES, M.H. et al. 2001. Alkaloids from Porcelia macrocarpa. Journal of Natural Products, v.64, n.2, p.240-242.
CHAVES, M.A. et al. 2003. Macrocarpane, a new sesquiterpene skeleton from the leaves of Porcelia macrocarpa. Journal Brazilian Chemical Society, v.14, n.1, p.16-19.
LAGO, J.H. et al. 2007. Evaluation of antifungal and DNA-damaging activities of alkaloids from branches of Porcelia macrocarpaPlanta Medica, v.73, n.3, p.292-295.
LORENZI, H. 1998. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa (SP): Editora Plantarum, 352 p.
MAAS, P.J.M. et al. 2001. Annonnaceae from Central-eastern Brazil. Rodriguésia, v.52, n.80, p.65-98.
MELO, J.T. 1993. Efeito do ácido giberélico-Ga3 sobre a germinação de sementes de araticum (Annona crassiflora Mart.). In: Anais do I Congresso Florestal Panamericano e do VII Congresso Florestal Brasileiro;  Curitiba: Sociedade Brasileira de Silvicultura e Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais, v.2, p.760.
MURRAY, N.A. 1993. Revision of Cymbopetalum and Porcelia (Annonaceae). Systematic Botany Monographs, v.40, n.1, p.1-121.
Site Protection is enabled by using WP Site Protector from Exattosoft.com