Schoepfia brasiliensis A.DC.

Em construção

Árvores inermes, perenifólias ou subcaducifólias, esciófilas ou semi-esciófilas, monoicas, até 6 m de altura e 10 cm de DAP; frequentemente arbustos. Casca moderadamente espessa; ritidoma cinzento, sulcado e fissurado; casca interna brancacenta. Râmulos esverdeados a pardacentos, glabros, lenticelados, muito leves quando secos. Folhas simples, alternas, curto-pecioladas; lâmina subcoriácea, na maioria da vezes elíptica, com 4-8 x 2-4 cm, de margem inteira. Inflorescências espiciformes, axilares, agrupadas ou solitárias, paucifloras, de 12-20 mm de comprimento. Flores sésseis, diclamídeas, pentâmeras, actinomorfas, andróginas, de 5-6 mm comrpimento; cálice pouco desenvolvido, aderido ao eixo floral;  corola urceolada, amarelo-esverdeada, com lobos reflexos; androceu isostêmone; gineceu com ovário ínfero. Frutos elipsoides, coroados pelos vestígios da corola, com cálice acrescente, de cor vermelha e  com 12-16 x 8-11 mm quando maduros. Semente pouco menor que o fruto, oleaginosa, com tegumento fino, brancacento a marrom-claro.

Schoepfia brasiliensis ocorre da Venezuela até o nordeste da Argentina, em diversos ambientes . Seus atuais registros de ocorrência no Brasil são para os estados das regiões Nordeste e Sudeste, para o Pará, Santa Catarina e Paraná, e para o Distrito Federal. Tais registros sugerem que a sua presença no Cerrado está limitada à parte central e meridional desse bioma, e restrita às florestas ribeirinhas.

Essa espécie tem amostras herborizadas com flores em janeiro, fevereiro, março, junho e agosto, e com frutos em junho, julho e agosto. As flores apresentam indicativos de que são frequentadas por insetos de pequeno porte, provavelmente com preponderância de abelhas silvestres; e as sementes parecem ser dispersas por aves.

Foto de amostra herborizada com folhas e botões florais. Herbário IBGE.

LITERATURA
COSTA-LIMA, J.L. & CHAGAS, E.C.O. Schoepfiaceae in Flora do Brasil 2020 em construção.Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB116347>. Acesso em: 14 Jul. 2018.
RODRIGUES, E.A. & ROSSI, L. 2002. Olacaceae In: WANDERLEY, M.G.L. et al. (eds.). Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, v.2, p.213-218.
SLEUMER, H. 1984. Olacaceae. Flora Neotropica Monograph, v.38, p.1–159.

 

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